3ª Semana de moda de curitiba – OUT

Depois das boas colocações, chegou a hora de falarmos das nossas críticas.

Comecemos:

OUT1: OS ATRASOS

Foram muitos, cansativos e assíduos. Entendemos que num evento de grande porte eles sejam quase que impossíveis de se evitar, mas… extrapolou!

Seguir o cronograma do dia se tornava inútil em certa altura – “Eu sei qual é a próxima atração, mas quando isso acontecerá, se o horário previsto já passou há uma hora?” , “Que demora!” e “Que horas vai começar?” – foram frases que ouvimos com muita frequência durante os quatro dias de desfiles.

Um dos desfiles, do Erre Nove, começou com cerca de uma hora e meia de atraso, previsto para as 21h, só foi liberada a entrada da imprensa depois das 22h.

OUT 2: ESTRUTURA PRA IMPRENSA

1. Acabaram os crachás de credenciais. Você pode pegar essa pulseira, temporariamente, e ter problemas em todos os outros dias de evento, se quiser …

Conseguimos credencial  para nossa equipe, mas algumas das alunas da PUCPR que iriam desfilar, inclusive, não tiveram a mesma sorte.

2. A internet não está disponível, mais uma vez. (Sem postagem simultânea nos 3 primeiros dias, porque não tínhamos acesso a internet)

3. Não temos tomada. ( Não podíamos recarregar os equipamentos, todos dependem de bateria, câmeras, notebook…)

4. Vocês podem se acomodar em qualquer lugar – lugar qualquer.

Eis as circunstâncias dos profissionais que cobriram a Semana de Moda de Curitiba.

OUT 3: ALIMENTAÇÃO

O quesito, em comparação as outras edições, melhorou. Havia um café dentro do espaço do evento, de fato. Mas que muito deixava a desejar: pouca variedade, pouca organização (“o cartão falhou”, “estamos sem nenhum salgado”, “estamos sem a comanda”, “aguarde”, “aguarde”, “aguarde”).

A qualidade dos produtos não é a questão, pelo contrário, o que está sendo questionado é a praticidade e a eficiência de um serviço que é essencial.

OUT 4: LUZES DA PASSARELA 2

Sim, nós entendemos que o espaço é diferente da passarela 1, que a proporção das apresentações do espaço 2 são diferentes da que acontece no principal. Mas, imaginamos que isso não seja suficientemente crucial na hora de se montar a iluminação do ambiente. A questão é: o lugar era ótimo!

A única iluminação disponível eram dois pequenos holofotes em um dos pontos da passarela, a foto acima é o resultado da falta de luz, sem uso de flash ou photoshop.

A ideia dos puffs, da interatividade, a forma de cruz, a informalidade do espaço, tudo muito louvável. A discussão da equipe do fashionpuc tem como único ponto a iluminação!

OUT5: ÁUDIO

Um microfone que não funciona aqui. Um áudio mal passado lá… O amadorismo, a falta de organização e a infelicidade da equipe de áudio foi evidente. Particularidades – ora gritantes (como no caso do desfile da marca NovoLouvre, em que um dos microfones da banda Goo Goes Laves não funcionou), ora modestas. Mas, que fazem, sempre, a diferença!

OUT 6: DESFILE DA MARCA BEATNIK

Foto resumo: as bolsas são o foco?

O que aconteceu: A marca Beatnik apresentou um desfile de suas bolsas na Semana de Moda de Curitiba, o próprio nome dá a ideia do fora de padrão, já que o Beatnik foi um movimento dos anos 60 em que jovens passavam semanas na boemia e diziam reinventar uma nova forma de escrita e arte, fora dos padrões da época, verdade também que eram todos jovens de classe média entediados com a vida.

Entendemos a proposta, a apresentação da marca deu sua explicação e as modelos que desfilaram não eram as de costume e sim meninas nem tão altas, nem tão magras, nem tão bonitas. Ótimo também, estilo é feito de pessoas comuns.

Até aí tudo bem, fazia sentido. Mas depois de alguns minutos de espera, em que o público aguardava apenas a típica volta dos modelos para os aplausos, a divisória de entrada e saída se abriu mais uma vez e vários atores apareceram de lá fazendo uma “cena teatral”, se é que assim podemos chamar.

Nessa cena existiram, beijos, tapas, encontros e desencontros e nenhuma bolsa. Lembrando que era um desfile de moda, de uma marca de bolsas.

Para assistir, clique aqui.

Esse assunto, no entanto, está começando a ficar velho, fotos do beijo gay estão espalhadas por toda a internet, se a ideia era chocar, teve sucesso. Mas e a marca? E as bolsas?

Todos entendemos que o mundo da moda precisa inovar, apoiamos essa ideia.
E o preconceito precisa ser quebrado, no entanto vulgaridade nunca foi, nem nunca será a resposta.
Podemos tomar como exemplo o próprio cinema brasileiro, que em seu início usava e abusava de cenas de sexo para ganhar espectadores, mas com os anos veio a qualidade nas produções nacionais e reparem, as cenas de volúpia começaram a diminuir, senão desaparecer.

Não há outra forma de interpretar o acontecimento, colocar em um desfile dentro da Semana de Moda de Curitiba atores que se dispõe interpretar cenas pífias, mal elaboradas e sem nenhum sentido aparente que não chamar atenção, só dá a entender que a cena de moda curitibana não tem qualidade e nem o que mostrar.
É essa a imagem que queremos passar para o restante do país?

Acreditamos na moda que Curitiba e o Paraná produzem! Sabemos que existe muito crescimento pela frente! Valorizamos os esforços de todos os participantes do evento e daqueles que se dedicam para a “nossa moda”.
Quem critica não é indiferente. O crítico interage, assume posição ativa, se relaciona, entra em contato e faz parte! E é exatamente dessa maneira que o fashionpuc se coloca: fazendo parte!
Parabéns aos envolvidos! A 3ª edição da Semana de Moda de Curitiba foi memorável!
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