O STREET STYLE NA PUC

Reportagem: Victor Hugo Reis
Edição: Hellen Albuquerque

Outono/Verão

Algumas vezes afirmo a mim mesmo: Curitiba tem todas as estações. Mas nas últimas semanas oscilamos entre o outono e o verão. Tente lembrar. Às vezes abafado, mas com forte vento.

No mundo da moda, há tempos tenho a mesma visão. Tanto para a primavera/verão quanto para o outono/inverno são, em grande maioria, os mesmos tecidos, cores, influências e estampas!

Enquanto as passarelas estão no próximo outono/inverno (2014), nós estamos entrando no verão. E eu já antecipo: O que você usa hoje pode usar amanhã!

Aproveite, em Curitiba isso é possível. Assim como nosso humor oscilante – a temperatura também é.

 

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De olho nestes sapatos. São creepers, comuns entre as décadas de 50’ a 90’, depois deste período, deram “sinal de vida” nos anos 2000. Agora, tanto mulher quanto homem – mais comum para eles; podem abusar: neste verão e no inverno do ano que vem, é tendência.

Outro close. De novo vamos ver a cena underground – os estilos punk e gótico renascendo. Durante todo inverno! Enfim, tudo o que aparenta forte, brutal, pesado de se usar: de novo. Vai testando.

Outro close. De novo vamos ver a cena underground – os estilos punk e gótico estão renascendo. Durante todo inverno! Enfim, tudo o que aparenta forte, brutal, pesado de se usar: de novo. Vai testando.

Quem disse que fugimos das mesmices? Para elas, o estilo boyfriend – roupas com influência masculina - perdura. Neste verão as camisas podem ser usadas de inúmeras maneiras, e com os variados tipos de sapatos e acessórios. Aproveite este conforto!

Quem disse que fugimos das mesmices? Para elas, o estilo boyfriend – roupas com influência masculina – perdura. Neste verão as camisas podem ser usadas de inúmeras maneiras, e com os variados tipos de sapatos e acessórios. Aproveite este conforto!

 

Os meninos podem aproveitar, pois, as peças ganharam vida e cor. Destaque para os padrões florais, geométricos, riscas, bolinhas, paisley e até estampados animais nas camisas. Das cores mais vistas nos desfiles de moda masculina, destacam-se as cinzas, azuis e castanhos, nos mais variados tons e a combinação de ROXO e AMARELO – must have.

Os meninos podem aproveitar, pois, as peças ganharam vida e cor. Destaque para os padrões florais, geométricos, riscas, bolinhas, paisley e até estampados animais nas camisas. Das cores mais vistas nos desfiles de moda masculina, destacam-se as cinzas, azuis e castanhos, nos mais variados tons e a combinação de ROXO e AMARELO – must have.

Até breve!

Quando uma modelo diz a verdade e a mídia se revolta

Reportagem e edição: Hellen Albuquerque

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Cameron Russell é modelo há 10 anos.

É angel da Victoria’s Secret e já desfilou para marcas como  Prada, Balmain e Louis Vuitton.

Ela é também acadêmica de economia e ciências políticas pela prestigiada Universidade de Columbia, em Nova York. E acredita que ser destemida, neste momento, é ser honesta.

Foi assim que ela iniciou sua palestra esclarecedora de 9 minutos no TEDx series of talks. Respondendo de uma forna nada usual as perguntas que sempre fazem às modelos. Segundo Cameron, ela teve sucesso nessa profissão por ter “ganhado na loteria genética” e ser “beneficiária de um legado”, legado este de opressão de raça e gênero. A beleza descrita é branca, magra, alta e esguia. Exatamente como Cameron é.

“Eu estou nesse palco, porque eu sou uma mulher branca e bonita, e na minha indústria nós chamamos isso de uma ‘garota sexy’”.

A Vogue é uma das principais publicações mundiais quando se trata de jornalismo de moda. Leitura obrigatória dos que aspiram em trabalhar na área, influencia diversas gerações, não apenas de compradores, mas como também de produtores do meio.  Na versão brasileira, da revista originalmente norte americana, a palestra dada por Cameron foi relatada com diversas descontextualizações, desmerecendo o relato da modelo e o chamando até mesmo de “infame”.

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A grande questão é: ela falou alguma mentira?

Infame é sinônimo de desacreditado, sem honra, irrelevante e indigno.

Quando alguém que apenas tem a ganhar com sua profissão admite que, na verdade, nada disso é justo lhe falta dignidade? Ao meu ver, continuamente intrometido, refletir sobre a sociedade em que se vive é um dos passos para que ela seja transformada.  Questionar, descordar e principalmente, alertar os que desconhecem as verdades sobre o assunto são ações daqueles que de alguma forma serão agentes transformadores em seu meio.

O jornalismo, ao menos na teoria, se personifica na busca pela verdade. Quando uma modelo diz a verdade e é a mídia quem se revolta, o que esta mídia está realmente buscando?

Você pode ler este e outros posts no Blog Indumentária. 

O STREET STYLE NA PUC

Reportagem: Victor Hugo Reis
Edição: Hellen Albuquerque

É festa!

O fim de ano traz muitas comemorações, em incrível quantidade.

As influências deste verão estão cada vez mais amplas – me surpreendo até. Então, entre na vibe de festivais dos anos 19970 a 1990. Peças em cores extremamente vibrantes é a cara da estação.

O tie dye – técnica de tingimento feita com os tecidos amarrados, muito popular entres os hippies- também volta. Pra quem gosta de usar o que produz, tinja suas peças e “se jogue no arco-íris”! As marcas Triton, Amapô e Oh, Boy! fizeram o mesmo, e as peças são de muita atitude e ousadia. Pra quem é dessa forma, aproveite.

As estampas estão imensas, com temas específicos, muitas vezes sem sentido. Nada de desenhos! A vez é da geometria. Junte o Gipsy e a contemporaneidade: tenha a nova tendência.

Érica Padilha, Publicidade e Propaganda

Érica Padilha, Publicidade e Propaganda.

Se atente as formas estampadas na calça. É a geometria louca que, também, apareceu na nova coleção da Versace.

 

Meninos também podem! O tie dye discreto, mas notável.

Meninos também podem! O tie dye discreto, mas notável.

 

Saiões podem – devem – neste verão. Te lembrou algo? (coluna passada), mas as estampas são atuais!

Saiões podem – devem – neste verão. Te lembrou algo? (coluna passada), mas as estampas são atuais!

Porque eu e você não nos achamos tão bonitos assim

Por Hellen Albuquerque

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Começou quando eu tinha uns 7 anos. Eu queria a Barbie, queria ser como ela. Afinal, que menina dessa idade anos não quer? Tingi meu cabelo pela primeira vez. Mechas loiras por todo o meu cabelo naturalmente escuro. “Como sua mãe deixou?!” Desde cedo tinha opiniões muito fortes (uma criança terrível. Nem a Super Nanny conseguiria me impedir) e meu cabelo acabou cortado em Chanel, ficando forçadamente liso pelo pente. Eu agora tinha uma cabeleira desforme, nem enrolada, nem lisa, muito menos controlada. Foi aí que começou.

A Barbie foi minha primeira referência de beleza e espero que você concorde comigo: uma referência colocada à nossa disposição desde muito, muito cedo. Cedo demais.

E não apenas isso. A Barbie é loira, cabelos longos, magra e, ainda assim, cheia de curvas, heterossexual e muito bem casada com o Ken. Perfeita, alguns diriam. Opressora, eu contestaria.

Cresci assistindo à MTV durante a tarde e filmes de comédia romântica à noite. As mocinhas, tanto as que cantavam quanto as que atuavam, insistiam em manter o padrão Barbie de ser. Aqueles fios lisos e dourados me encantavam, mas eu jamais poderia ser loira. Só por parte de pai tenho ascendência árabe, portuguesa e mexicana. Sou daquelas morenas que não têm cor de uma origem só – somos muitas, fique atento! Sou uma completa mistura de etnias. E qual brasileiro não é uma salada de culturas?

Eu adorava ler qualquer coisa, até bula de remédio. Lógico que revistas de moda, beleza e comportamento caíram em minhas mãos. Eu vivenciei o lançamento da Atrevidinha, revista pêndulo da Atrevida, voltada para pré-adolescentes (tenho a edição número 1 ainda, estou esperando virar raridade pra vender e ficar milionária).

Entre as dicas de como saber se o guri da escola está afim de você e como dar seu primeiro beijo sem passar vergonha (como se isso fosse realmente possível),apareciam entre as páginas coloridas diversas meninas, brancas, loiras, com um corpo nem um pouco correspondente à idade do público. Eram ditas também as melhores formas de se usar uma saia rodada, o jeito certo de colocar as botas, a camiseta colorida mais legal do verão – que você tinha que comprar!

Aos 13.

Meu cabelo já era rosa, as mudanças quanto a isso (cor do cabelo) eram sempre constantes. As meninas da escola já eram bem maiores que eu, com corpos praticamente todos formados. Eu era a tábua de passar roupa. Magrela. reta.

Lógico que tentei engordar. Da mesma forma que eu lutava contra a natureza do meu cabelo o fazendo ficar liso, lutava contra a natureza do meu corpo, tentando fazê-lo mais curvilíneo, digamos assim.

Pratiquei diversos esportes (até wrestiling), comi que nem um avestruz durante anos. Nada. Nem um quilo a mais. Fiquei super saudável, mas não é bem o que estamos procurando, não é?

Não se engane, é difícil para todo mundo entrar em um jeans tamanho 36. Seja por ter muita ou pouca carne.

Feira de ciências na escola.Qual o meu tema? Mulheres que mudaram a história da humanidade (tenho a parte teórica desse trabalho guardada até hoje, me julguem). Entre a mãe de Jesus, uma aviadora e uma cientista. Acabei conhecendo Simone de Beauvoir.

Foi só em 2007, quando entrei no ensino médio, que revolucionei a cabeleira. Meu cabelo liso, que chegava abaixo da minha cintura, virou um repicado na altura das orelhas.

Que libertação!

Fui conhecendo e aprendendo mais e mais sobre o feminismo (se você acha que isso significa que eu odeio homens, acho que as mulheres são as melhores e quebro tudo quanto é estatua de santo por aí, vai ler a wikipedia, saber como são as coisas de verdade e depois volta pra cá). O que eu posso dizer é que mudou minha vida. Piegas, eu sei. Me desculpe, assisti a muitas comédias românticas.

A verdade é que nós queimamos sutiãs todos os dias. Quando estamos dois quilos acima do peso ideal (que simplesmente não existe, admita) e colocamos aquela legging da estação passada, sobra um pouquinho de um lado e de outro, mas tudo bem. Quando a gente se olha no espelho e resolve usar o batom que todo mundo fala mal, só porque gostamos da cor. Quando compramos uma blusa estampada que não deveríamos usar, porque blablabla

Hoje eu tenho cabelo curto e enrolado. Sou morena, magricela e adoro assistir Tarantino. Final feliz. Mas se a mídia, a moda, os blogs tanto a oprimiram – você me diz – por que você escreve sobre isso agora?

Para que as coisas mudem, eu respondo.

Texto originalmente publicado em Blog Indumentária.

O STREET STYLE NA PUC

Reportagem: Victor Hugo Reis
Edição: Hellen Albuquerque

É tempo de renovação

Hoje, às 00h00, começa o Horário de Verão brasileiro. Dias mais longos e quentes se aproximam. Uma fase de boas vibrações e anseios. É a época certa para se repaginar.

Nesta estação, as tendências do Folk e Gipsy continuam… Estilos que agregam influências culturais das tribos indígenas, hippies e ciganas.

Apresentam-se por meio de lenços, tecidos texturizados, bordados, peças em camurça, coletes e… Ahhh, as franjas – elas continuam, mas não se esqueça dos acessórios, os detalhes deles é que fazem diferença!

A palheta de cores não poderia ser diferente, muito terrosa com variações para ocre e vermelho. Estampas? Sim, de animais, por favor!

Carolina Toppan, Arquitetura e Urbanismo

Carolina Toppan, Arquitetura e Urbanismo.

Esta é a vibe certa. Entre o Folk e Cigano.

Lorena Sagati, Relações Públicas

Repare na estampa de pavão, flui naturalmente com os cabelos e acessórios extravagantes. Têm cara e coragem? Use!

Repare na estampa de pavão, flui naturalmente com os cabelos e acessórios extravagantes. Têm cara e coragem? Use!

Bruna Marques, Psicologia

As franjas, não preciso mais falar sobre. Detalhe são os Spikes na blusa.

As franjas, não preciso mais falar sobre. Detalhe são os Spikes na blusa.

Ana Simões, Publicidade e Propaganda

Referência do movimento Punk nos anos 1970, os Spikes perduram até hoje – e até a próxima estação.

Referência do movimento Punk nos anos 1970, os Spikes perduram até hoje – e até a próxima estação.

Natalia Rzniski, Arquitetura e Urbanismo

Algumas vezes é preciso mantes pés nos chão. Não quer arriscar tanto? O azul e branco do azulejo português é a saída.

Algumas vezes é preciso mantes pés nos chão. Não quer arriscar tanto? O azul e branco do azulejo português é a saída.

Dylan Omeiri, Intercambista

Extremamente Folk. Aqui, os homens também tem vez.

Extremamente Folk. Aqui, os homens também tem vez.

Bruno Siqueira, Publicidade e Propaganda

Ah essas barbas! Tenho que admitir: continuam, sem data para deixar os rostos dos homens. É preciso muito cuidado e manutenção para ter a barba perfeita, não exagere.

Ah essas barbas! Tenho que admitir: continuam, sem data para deixar os rostos dos homens. É preciso muito cuidado e manutenção para ter a barba perfeita, não exagere.

Não se esqueça, a moda é plural!

Até sábado que vem.

 

O STREET STYLE NA PUC

Reportagem/Fotografia: Victor Hugo Reis
Edição: Hellen Albuquerque

Você já deve ter ouvido por aí sobre street style.

Seja por meio de algum site de moda ou até mesmo via Instagram de uma It Girl. É visível que a moda urbana vem influenciando as passarelas de todo o mundo, desta forma criando um novo movimento de moda, que tem como base as ruas. Quero dizer com tudo isso que a Moda é mutável, portanto plural.

Na PUCPR não é diferente. Os estilos se misturam, as tribos se encontram, a moda surge: as tendências são seguidas.

Então, nesta coluna sabatina você poderá apreciar looks de meninas e meninos com bom gosto. Pessoas que juram não acordar cedo para se arrumar e que SEMPRE pegam a primeira peça no guarda-roupas. Quando chegam à universidade provocam “torcicolos” ou a “necessidade” em ter algo similar.

E em meio a tudo isso meus comentários, pois as fotos selecionadas têm a ver com o que circula no mundo da moda. Então, a coluna será para você se inspirar, copiar, criticar ou apenas refletir que a Moda é plural!

Me acompanhe nesta primeira caçada…

Basta clicar nas imagens para ampliar.

Agradecimentos especiais a Hellen Albuquerque pela oportunidade e a minha amiga Giovanna Kasezmark pela ajuda com as fotografias.

Segundo dia da quinta LABModa – Semana de Moda de Curitiba

Reportagem: Shao Tsai
Edição e Fotografia: Rodrigo Novack

E foi no domingo também, que Curitiba recebeu a visão futurista da CYBER, que apresentou na passarela uma cartela de cores frias, amenizadas pelo uso de peles faux e sobreposição de tecidos. O nylon e a lycra partilharam da rigidez de outros materiais, que acentuaram o movimento artificial das peças.

A coleção Além das Pérolas da Blue188 ecoou os anos 20 de O Grande Gatsby, repercutindo de maneira contemporânea as flappers. A reinterpretação possuiu staples como franjas e pérolas, incluindo transparências, listras, modelagens retas e o acinturamento.

A alfaiataria da marca Polyana Rosa, de Poliana Montagna, Maicon Machado e Melise Seabra, conferiu à passarela a distinção da moda masculina inspirada nos anos 30 e na Cosa Nostra. As diferentes dimensões representadas em colarinhos e lapelas, o play de peças com volumosidade e os bordados em pérolas elevaram a feminilidade e demarcaram a proposta, que empregou seda e veludo.

Soraya da Piedade, designer angolana, definiu a eminência do feminino por meio da coleção Arabescos. O brocado rococó e a predominância do dourado e verde-água receberam o complemento de renda e voile. A primazia da confecção é refletida nas silhuetas, que fundamentam a coesão entre os vestidos de variados comprimentos, cuja modernidade foi proposta por entre cortes transpassados.

Cetim e renda, predominados por preto e dourado, foram apresentados pelo estudante Anderson Petri. O detalhamento em cristais e pérolas buscou o enriquecimento, enquanto amplitude foi proporcionada por meio de camadas e volume. Uma vez cometido o pecado do acabamento, no entanto, a inspirada coleção resumiu a estética do estilista, que também trouxe à passarela um look masculino.

Runaway, de Suelen Frazzato, inclui preto, dourado e vermelho em sua cartela, elaborada em couro. A rusticidade do material foi refreada na modelagem e criação de peças individuais como tops cropped e saias de cintura alta, cuja leveza foi garantida por transparências, recortes vazados e estampas de arabescos.

Da reciclagem de guarda-chuvas para matéria-prima, Renata Luciana apresentou experimentalismo e conceito. Costuras enviesadas e frisos uniram nylon preto e instâncias de floral em peças minimalistas de impecável confecção. Cabos e ferragens foram convertidos à elementos esculturais, extendendo as dimensões da passarela em conjunto aos looks.

AYO, de Sergio Takahata e Suelen Frazzato, exibiu construção e alfaitaria em looks femininos e masculinos. O tom metalizado do tecido refletivo, preto e branco, foram trabalhados em vestidos camisetão de estilo boyfriend, shorts, tops, camisas e camisetas. Grafismos de padrões geométricos e a incorporação criativa da marca estampavam as peças.

Caroline Gritten demonstrou a confortabilidade da Velvet.Underwear, porém não em desfile; em apresentação performática dos modelos, cujos movimentos de dança definiram o propósito da coleção. A sobriedade de cinza, preto e branco da paleta, em moletons, tecidos aveludados e malhas metalizada, deu base às modelagens de calças e assimetria de botões.

Black Pipe, Cavalo Baio e os Pinho, Stereo 33 e Punkake apresentaram rock curitibano, e quem ecenrrou o evento foi a banda Rentay. Em novembro, o ParkCultural, no ParkShopping Barigui, receberá a próxima edição do LABmoda.

Além das Pérolas

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Polyana Rosa

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Anderson Petry

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Soraya da Piedade

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Runaway

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Renata Luciana

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Ayo

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Velvet.Underwear

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Primeiro dia da quinta LABmoda – Semana de Moda de Curitiba

Reportagem: Shao Tsai
Edição e fotos: Rodrigo Novack

Ao sábado, o LabModa, a fashion week de Curitiba em edição Conceito RG, buscou a construção de identidade como elo entre o público e a moda. Em manifesto à multiplicidade, o evento incluía apresentações multiculturais que enriqueceram a proposta.

O primeiro dia contou com oito desfiles interligados por DJs, bandas e danças, e foi aberto pela estudante Tayna Fajardo de Oliveira, com sua coleção Guerreira Contemporânea. A mostra de estudantes da Universidade Positivo (UP) foi do habitual à teatralidade da evocação do medieval da Pele de Asno, seguida da vivacidade primaveril do Festival Holi – a paleta, a aplicação de pedras e o esmero da elaboração de Marcela de Quadros e Priscilla Cabral acalentaram o clima curitibano.

Sob inspiração indígena africana, a Maasai empregou intricadas técnicas de tricô, crochê e macramé em peças de tonalidade terrosas. O uso de colares, o contraste textural e a sugestão de efeminação ilustraram o contemporâneo e a fusão étnica.

Unmistakable Presence, da marca Jules da canadense Julianne Nicholson, foi conduzida por equilíbrio de tecidos, cores e metais; a contida estampa barroca enobreceu a coleção, cuja pièce de résistance, foi um casaco bicolor de lã.

O desfile de joias da W. Ritzdorf, da família Winckler, proporcionou peças robustas e arrojadas de ourivesaria artesanal. Madeira maciça, ouro, prata e pedras figuraram num espectro de formas e tamanhos que reproduzem uma rusticidade com finesse. Fernanda Winckler, designer, introduziu duas bolsas, que apesar do papel coadjuvante, destacaram-se pelos tamanhos, materiais e ousadia.

As culturas religiosas deram vazão à Reverenda. Adereços de cabeça consagraram a faceta conceitual do desfile, em que camisetas estampadas que remetiam ao budismo e hinduísmo faziam conjunto com shorts sobre uma minimalista paleta de beges, dourados e pretos metalizados.

Vinicius Cocchieri trouxe formandas ao LABmoda com a fluidez de vestidos longos da Cocch. A aplicação de cristais, metais, paetês e pérolas no detalhamento das peças criou coesão no desfile, iniciado por vibrantes amarelos, passando para verdes e turquesas. A renda aplicada, a justaposição de tecidos, evidenciam o cuidado da grife, enquanto a sofisticação esteve em destaque na finalização. O último look, de cintura marcada e bordados no corpete, encerrou o primeiro dia de desfiles.

Mulher Contemporânea

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Pele de Asno

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Unmistakable Presence

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Velvet.Underwear desfila na Semana Acadêmica de Design da UTPFR

Reportagem: Bruna Morais
Edição e Fotografia: Rodrigo Novack

Na última quinta-feira (27/06) a marca Velvet.Underwear apresentou na Semana Acadêmica de Design da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) peças da coleção anterior e também um preview da sua nova coleção de inverno, denominada Origem.
A estilista Carolina Gritten baseou-se no conforto e na modernidade para desenvolver as peças com cores tipicamente curitibanas, como o preto, branco e cinza. A marca trouxe calças de moletom com design único, camisas brancas com leve transparência, golas folgadas e tecidos leves, todos seguindo o estilo clean.
Além da coleção de inverno, o desfile contou também com algumas peças que identificam a marca, como, por exemplo, blusões, camisas de corte reto e cuecas com duas cores. O desfile da Velvet na quinta à noite foi uma prévia da coleção que será apresentada na Semana de Moda de Curitiba que começa no próximo sábado dia 29.
No pátio central da universidade estavam também em exposição trabalhos da estilista Renata Luciana, que usa materiais de guarda-chuvas, como capas e o tecido impermeável para confeccionar peças, que vão de vestidos, camisas, saias até à calções.

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Fashion Day: o calendário da moda curitibana ganha mais uma data especial

Reportagem: Hellen Albuquerque Fotografia: Felipe de Lara Edição : Hellen Albuquerque Realizado no dia 09 de junho, o Fashion Day inova como evento de moda. O Fashion Day traz um novo conceito de desfiles,  organizado pelo assessor criativo Léo Tramontin, contou … Continuar lendo